Trabalhadores terceirizados da rede estadual de
saúde do Rio Grande do Norte iniciaram uma greve para cobrar salários
atrasados, decorrentes da falta de repasses do governo às empresas prestadoras
de serviço. Embora a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) tenha informado a
transferência de cerca de R$ 6 milhões na última sexta-feira (14), parte das
companhias ainda não regularizou os pagamentos.
A paralisação compromete serviços de apoio
fundamentais para o funcionamento dos hospitais, como limpeza, alimentação,
recepção e manutenção, exigindo soluções emergenciais para garantir a
assistência aos pacientes internados.
O problema reflete um ciclo recorrente de crises na
saúde estadual, marcado por episódios semelhantes em 2025 e nos meses de
janeiro e julho de 2026. Além dos salários vencidos, os trabalhadores relatam
queixas como vale-alimentação não pago, férias pendentes e ausência de
depósitos do FGTS, o que motivou cobranças por uma mudança estrutural no modelo
de contratação por meio de concursos públicos.
A situação se agrava em meio a um cenário de forte
pressão financeira, intensificado por um levantamento que apontou o RN
aplicando apenas 7,04% das receitas em saúde até junho, o menor percentual do
país frente ao mínimo constitucional de 12%.
Com informações do Agora RN

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