Durante entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que
pretende promover um forte ajuste fiscal para reduzir a dívida pública, mas sem
cortar recursos de quem recebe salário mínimo ou de aposentados.
O candidato criticou os gastos do governo Lula e
disse que a alta dos juros aumenta o custo da dívida pública e também pesa
sobre as famílias endividadas. Segundo ele, a taxa de juros real brasileira
está em torno de 14% e poderia estar próxima de 7% caso o governo Bolsonaro
tivesse continuado.
Flávio afirmou que pretende reduzir o número de
ministérios, cortar cargos comissionados, diminuir a burocracia e eliminar mais
de mil atos normativos por decreto. Também prometeu reduzir impostos e combater
fraudes e corrupção, especialmente no INSS.
Questionado sobre o reajuste do salário mínimo e das
aposentadorias, o candidato garantiu que não fará economia sobre os mais
pobres.
“Não vou fazer economia com quem ganha salário
mínimo, não farei economia com aposentados. Eu vou fazer economia cortando
corrupção, fazendo tesouraço na burocracia, reduzindo os impostos”, declarou.
Flávio também citou o pacote antifraude do INSS
implementado no governo Bolsonaro e afirmou que pretende criar uma estrutura
tecnológica para acompanhar os gastos públicos. Entre as propostas está a
criação de um “data center soberano” para controlar os recursos do governo.
O candidato ainda afirmou que pretende recuperar a
credibilidade fiscal do país para contribuir com a redução dos juros. Segundo
ele, cada ponto percentual de queda na taxa de juros representaria cerca de R$
90 bilhões de economia no orçamento federal.
Flávio não apresentou, durante a entrevista, um
valor ou prazo específico para a redução da dívida pública, apesar de ter sido
questionado sobre a meta.

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