A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de
Desastres da Colômbia (UNGRD), responsável por coordenar ações de emergência
após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país, esteve no centro de um
dos principais escândalos de corrupção do governo do ex-presidente esquerdista,
Gustavo Petro. As investigações apontaram desvio de recursos públicos da
entidade e pagamento de propinas a políticos.
O caso envolveu principalmente um contrato para a
compra de caminhões-pipa destinados ao abastecimento de água em La Guajira.
Segundo as investigações, parte dos recursos desviados foi usada para pagar
políticos em troca de apoio a reformas do governo Petro. Os ex-presidentes do
Senado Iván Name e da Câmara Andrés Calle são acusados de receber cerca de US$
750 mil e US$ 250 mil, respectivamente.
O escândalo também atingiu antigos dirigentes da
UNGRD e integrantes do alto escalão do governo. O ex-subdiretor Sneyder Pinilla
foi condenado por participação no esquema, enquanto Carlos Ramón González,
ex-diretor do Departamento Administrativo da Presidência e aliado de Petro, foi
investigado sob suspeita de ordenar o uso de recursos da entidade para o
pagamento de propinas. Segundo o texto, Name e Calle seguem presos e respondem
ao processo.
Com informações da Gazeta do Povo

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