Nove candidatos que disputam as eleições de 2026
foram alvos da Lava Jato, chegaram a ser presos e tiveram condenações,
definitivas ou não. Entre eles está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), candidato à reeleição.
O levantamento feito pelo Poder 360 considerou
registros de candidaturas na Justiça Eleitoral, além de informações de
inquéritos e reportagens da imprensa.
Em alguns casos, as condenações foram posteriormente
anuladas ou os processos arquivados. Em outras situações, houve cumprimento de
pena, pelo menos parcial, até que os julgamentos fossem considerados inválidos.
Veja a lista:
- André
Vargas (PT — PR) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Deputado
federal
- Patrimônio: R$
0,4 mi
- Situação: Foi
preso; condenações anuladas
- Beto
Richa (PSDB — PR) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Deputado
federal
- Patrimônio: R$
3,6 mi
- Situação: Foi
preso; processos anulados
- Delcídio
Amaral (PRD/PRSP — MS) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Governador
- Patrimônio: R$
1,6 mi
- Situação: Absolvido;
chegou a ser preso
- Delúbio
Soares (PT — GO) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Deputado
federal
- Patrimônio: R$
0,3 mi
- Situação: Foi
preso; condenação anuladas
- Eduardo
Cunha (Republicanos — MG) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Deputado
federal
- Patrimônio: R$
14,1 mi
- Situação: Foi
preso; condenações anuladas
- Luiz
Argôlo (Republicanos — BA) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Deputado
federal
- Patrimônio: R$
0,7 mi
- Situação: Foi
preso; pena extinta por indulto
- Lula (PT
— BR) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Presidente
- Patrimônio: R$
4,8 mi
- Situação: Foi
preso; condenações anuladas
- Marconi
Perillo (PSDB — GO) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Governador
- Patrimônio: R$
11,9 mi
- Situação: Foi
preso; denúncia anulada
- Zé
Dirceu (PT — SP) — [Condenado/Preso]
- Cargo: Deputado
federal
- Patrimônio: R$
4,1 mi
- Situação: Foi
preso; condenações anuladas
- Fonte:
Levantamento do Drive/Poder360
Começo e fim da Lava Jato
A Lava Jato começou em março de 2014 e se tornou a
maior operação de combate à corrupção do país, investigando políticos, estatais
e empresas privadas por esquemas de propina e contratos superfaturados na
Petrobras.
Em 2019, mensagens trocadas entre o então juiz
Sergio Moro e procuradores da operação foram divulgadas no episódio conhecido
como Vaza Jato. O conteúdo levantou questionamentos sobre a imparcialidade de
Moro na condução dos processos.
Posteriormente, decisões do STF anularam condenações
e determinaram o envio de processos para a primeira instância. Em março de
2021, a Corte declarou Moro suspeito no caso do tríplex do Guarujá. No mês
seguinte, anulou as condenações de Lula em quatro processos da Lava Jato,
tornando-o novamente elegível para disputar a eleição de 2022.
Com informações de Poder 360

Nenhum comentário:
Postar um comentário