Em 14 de agosto, o deputado federal André Janones
(Rede-MG) publicou nas redes sociais uma previsão categórica sobre a corrida
presidencial: "Flávio ultrapassará Lula até a segunda semana de setembro.
Salvem esse tuíte!" O aviso ganhou peso por partir de um aliado de Lula,
que atuou na comunicação digital da campanha petista em 2022.
Na ocasião, a pesquisa Quaest mostrava Lula com 43%
e Flávio com 40% em cenário de segundo turno, dentro da margem de erro. Janones
criticou a militância de esquerda, classificando-a de "esquerda fofa
(caviar)" por não manter pressão constante sobre o senador, especialmente
em relação ao episódio dos áudios com o empresário Daniel Vorcaro, que havia
beneficiado o presidente nas semanas anteriores.
Pesquisas divulgadas desde então mostram uma
trajetória de aproximação entre os candidatos: o Datafolha (21/8) registrou
Lula com 47% e Flávio com 43%, enquanto a BTG/Nexus reduziu a diferença de 3
para 1 ponto percentual em rodadas consecutivas, chegando a 46% a 45% na última
atualização (24/8). Em todos os levantamentos, a distância permanece dentro ou
nas bordas da margem de erro, caracterizando empate técnico.
Até o momento, nenhuma pesquisa mostrou Flávio
ultrapassando Lula, mantendo a previsão de Janones ainda não confirmada. No
entanto, o movimento de queda na vantagem do presidente alimenta o debate sobre
a validade do alerta, especialmente diante de recortes que mostram vantagem
expressiva de Flávio entre homens (53% a 39%, segundo BTG/Nexus) e entre
evangélicos, enquanto Lula lidera entre mulheres, eleitores de menor renda e
católicos.
Com a data estipulada pelo deputado se aproximando,
as próximas rodadas de pesquisas serão decisivas para confirmar ou não a
inversão de liderança prevista por Janones, que já havia feito alertas
semelhantes em março sobre a necessidade de a esquerda intensificar sua atuação
nas redes sociais.

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