A reportagem esteve no Walfredo Gurgel na manhã
deste sábado (22) para conversar com alguns acompanhantes sobre a situação da
unidade. Uma mulher, que preferiu não se identificar, denunciou que faltam
máscaras até para o acesso à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Eu estava com
um parente que, infelizmente, faleceu. Mas, para visitá-lo, era preciso trazer
máscara de casa, porque não tem aqui e só é possível entrar na UTI se tiver
esse item”, descreveu.
O pedreiro Madson Silva está com o tio internado
desde o último dia 14. Na segunda-feira (17), o curativo do paciente, que
quebrou o pé, não foi trocado por falta de esparadrapo. “Ainda bem que no dia
seguinte [na terça-feira], o problema se resolveu e eles voltaram a trocar o
curativo. Desde então, não faltou mais esparadrapo”, contou o pedreiro.
Uma mulher que também preferiu não se identificar,
falou à reportagem que a sobrinha dela precisou comprar dois medicamentos para
o avô, que está internado no hospital há quatro dias, por conta de um AVC. “O
pessoal da equipe deu uma receita dizendo que ele precisava tomar dois remédios
que estavam em falta. Pelo menos, segundo minha sobrinha, os medicamentos não
eram caros”, disse a mulher, que foi ao Walfredo deixar algumas roupas para a
acompanhante.
A cuidadora de idosos Elaine Cristina, de 46 anos,
está no Walfredo desde a quinta-feira (20), quando deu entrada com a sogra, que
sofreu lesões na cabeça após uma queda. Segundo ela, até o momento, a
assistência tem sido completa, mas ouviu de outras acompanhantes que a
situação, no início da semana, era bastante crítica. “Me disseram que estava
faltando tudo, desde insumos até alimentação para os acompanhantes”, narrou.
A ausência de itens importantes também foi relatada
por profissionais do hospital, que conversaram com a reportagem em condição de
anonimato. De acordo com as informações, dentre outros insumos, faltam álcool,
papel e cilindro de oxigênio.

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