O endividamento alcançou 84,9% das famílias com
renda de até 3 salários mínimos em julho, segundo a CNC (Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O percentual é o maior da série
histórica para essa faixa de renda. Eis a íntegra da Peic (Pesquisa de
Endividamento e Inadimplência do Consumidor) (PDF – 1 MB).
Entre as famílias com renda superior a 10 salários
mínimos, o percentual era de 72%.
O índice geral de famílias brasileiras com algum
tipo de dívida chegou a 82% no mês, o maior nível da série histórica pelo 6º
mês consecutivo. Em junho, eram 81,6%; em julho de 2025, 78,5%.
Apesar do aumento do endividamento, houve uma leve
melhora na inadimplência. A proporção de famílias que tinham contas em atraso
caiu de 29,9% em junho para 29,8% em julho. No mesmo mês de 2025, o percentual
era de 30%.
A diferença de renda também aparece na
inadimplência: 38,5% das famílias de menor renda tinham contas em atraso, ante
15,1% entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos.
O período médio de atraso no pagamento das dívidas
também recuou. Ficou em 64,6 dias em julho, ante 65,1 dias em abril.
O levantamento consultou 18.000 famílias em todo o
país e considerou dívidas relacionadas a cartão de crédito, carnês de lojas,
cheque especial, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheque pré-datado e
financiamentos de veículos e imóveis.
PODER 360

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