O dólar registrou alta de 0,98% frente ao real,
cotado a R$ 5,16, nesta terça-feira (11/8). Na véspera, a moeda americana já
havia anotado elevação de 0,54%, a R$ 5,11.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa
brasileira (B3), fechou em baixa de 2,50%, aos 167,8 mil pontos, o menor valor
em quase seis meses (alcançou 166,2 mil pontos em 20 de janeiro). Essa foi a
sexta queda seguida do índice.
Os dois indicadores iniciaram a sessão estáveis. Por
volta das 10h30, contudo, os sinais viraram de forma brusca, rumo a uma alta do
dólar e pesada queda do Ibovespa.
Na avaliação de analistas, vários fatores
contribuíram para o mau humor dos investidores, que atuaram com forte aversão
ao risco. Entre esses vetores, constaram uma inflação pouco maior do que o
esperado, uma ata considerada “dura” divulgada pelo Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central (BC), além de incertezas sobre a guerra no
Irã.
O maior vetor dos mercados, contudo, foi um
relatório veiculado pelo JPMorgan. O banco americano rebaixou a recomendação de
investimentos no Brasil de “overweight” (uma exposição acima da média do
mercado, equivalente a “compra”) para neutro.
A justificativa para a mudança foi o fato de o ciclo
de flexibilização monetária estar chegando ao fim (leia-se processo de cortes
da Selic), ao mesmo tempo que o crescimento econômico desacelera e o crédito se
deteriora.
Para o banco, o quadro para a política econômica
está marcado por incertezas. Isso porque o vencedor da eleição presidencial
terá de lidar com juros reais elevados e com um déficit fiscal.
Quanto aos demais catalisadores dos mercados, no
cenário interno, os investidores acompanharam a divulgação de novos dados da
inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em
julho, depois de uma elevação de 0,16% em junho, segundo dados divulgados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com informações de Metrópoles

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