O volume financeiro de dívidas negativadas no Rio
Grande do Norte atingiu R$ 2,03 bilhões em junho, o maior patamar do primeiro
semestre de 2026, de acordo com dados da Serasa Experian. O levantamento aponta
que 92.167 empresas estavam endividadas no estado no período, o que representa
um crescimento de 3,5% em relação a janeiro, quando o número era de 89.020.
Deste total, as micro e pequenas empresas respondem por 95,6%, somando 88.194
negócios nesta situação.
Em média, cada empresa inadimplente acumulou 6,2
contas em atraso, com uma dívida média de R$ 22,08 mil por CNPJ e um tíquete
médio de R$ 3,5 mil. No panorama regional do Nordeste, o estado ocupou a sexta
posição no ranking geral de empresas inadimplentes e a quinta colocação quando
considerado apenas o recorte de micro e pequenas empresas. Em âmbito nacional,
a inadimplência superou 9,1 milhões de CNPJs, registrando o maior marco da
série histórica iniciada em 2016, com um volume financeiro total de R$ 232,9
bilhões.
Especialistas e representantes de entidades
setoriais alertam para os riscos do endividamento à economia potiguar. Para o
diretor-técnico do Sebrae/RN, João Hélio Cavalcanti, o acúmulo de dívidas
compromete a capacidade de investimento, a compra de estoques e a manutenção de
postos de trabalho. Já o diretor de Inovação e Competitividade da
Fecomércio-RN, Luciano Kleiber, destaca que o setor de pequeno porte é mais
vulnerável devido a dificuldades no acesso a crédito e ao fato de responder por
grande parte da economia local.
O economista Helder Cavalcanti acrescenta que
margens estreitas e custos elevados de financiamento pressionam o caixa dessas
empresas, tornando a gestão financeira e o diagnóstico rigoroso das contas
ferramentas essenciais para a sobrevivência no mercado.
Com informações da Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário