O contraste entre a ostentação exibida nas redes
sociais e uma rotina de dívidas e investigações marca a trajetória da
empresária Roberta Luchsinger. Enquanto compartilha viagens internacionais e
jantares em restaurantes de luxo, ela acumula derrotas judiciais por inadimplência
em São Paulo e Minas Gerais, além de figurar em inquéritos da Polícia Federal
sobre corrupção e tráfico de influência.
O inquérito apura ligações de Roberta com Marco
Aurélio Ribeiro (ex-chefe de gabinete da Presidência), Fábio Luís Lula da Silva
(filho do presidente) e o lobista Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”,
preso preventivamente. A empresária nega irregularidades, mas reconhece que
deveria ter evitado proximidade com figuras públicas.
Luchsinger começou seu trânsito no meio político iniciou-se
em 2011, durante o casamento com o ex-deputado federal Protógenes Queiroz. Em
2017, passou a afirmar ser herdeira de um fundador do banco Credit Suisse, mas
registros civis apontam que seu avô era dono de uma lavanderia no Rio de
Janeiro, e ela admite não possuir documentos que comprovem a origem suíça.
Projeto de filme e histórico de dívidas
Um projeto de documentário sobre o designer Horacio
Pagani resultou na perda de uma fazenda de R$ 8 milhões de um investidor que
aceitou ser avalista de um empréstimo de US$ 300 mil não quitado. Para tentar
estancar a execução, Roberta ofereceu à Justiça 14 gravuras que alegava serem
originais de Cândido Portinari; contudo, o Projeto Portinari atestou que se
tratavam de reproduções impressas sem valor.
Em diferentes ações, oficiais de justiça relatam
dificuldades para localizá-la ou encontrar bens penhoráveis, e a defesa já
alegou incapacidade financeira para arcar com custas processuais. O histórico
de débitos inclui mensalidades escolares de R$ 91 mil, compras em loja de
roupas (cujo quadro dado como garantia desapareceu antes do leilão), dívidas de
R$ 42 mil com marketing político e processos trabalhistas de ex-funcionárias
que prescreveram sem pagamento.
Com informações do G1

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