O presidente do TSE, ministro Nunes Marques,
determinou que o presidente Lula (PT), a Federação Brasil da Esperança e o
ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, apresentem
explicações em até 48 horas sobre a divulgação de conteúdos do governo em
perfis oficiais nas redes sociais.
A decisão atende a uma ação apresentada pelo PL,
conforme O Antagonista.
Segundo o PL, cerca de mil publicações foram feitas
nos perfis do Canal Gov no Instagram e no X durante o período em que a
legislação eleitoral restringe a publicidade institucional.
O partido alega que os canais oficiais foram
utilizados para divulgar ações da administração federal em período vedado pela
legislação.
Além de solicitar os esclarecimentos, Nunes Marques
determinou que as plataformas Facebook e X preservem todas as postagens
questionadas para permitir a análise da Justiça Eleitoral.
Na decisão, o ministro afirmou haver “plausibilidade
jurídica” nos argumentos apresentados pelo PL.
Pela Lei das Eleições, a publicidade institucional
é, em regra, proibida nos três meses que antecedem o pleito, ressalvadas as
exceções previstas na própria legislação.
A restrição tem como objetivo evitar o uso da
máquina pública para influenciar o processo eleitoral.
Na ação, o PL também pediu a suspensão dos perfis
oficiais ou, alternativamente, a proibição de novas publicações.
O presidente do TSE, porém, decidiu analisar
primeiro o conjunto do material antes de deliberar sobre eventuais medidas
cautelares.

Nenhum comentário:
Postar um comentário