sexta-feira, 31 de julho de 2026

O que há contra Lulinha que fez André Mendonça autorizar investigação por corrupção

 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, tornou-se um dos nomes citados na investigação sobre desvios bilionários no INSS. A Polícia Federal suspeita de sua atuação como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como um dos operadores centrais do esquema de fraudes em aposentadorias e pensões.

Segundo o G1, mensagens apreendidas pela PF citam a expressão "filho do rapaz" em referência a um pagamento de R$ 300 mil feito por Antunes, sem que haja certeza sobre a associação direta com Lulinha. A investigação também encontrou um envelope com o nome do empresário durante uma busca e apreensão realizada no âmbito da operação.

A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, aparece como elo entre ele e o Careca do INSS. Ela recebeu cinco pagamentos de Antunes entre novembro de 2024 e março de 2025, somando R$ 1,5 milhão. Uma testemunha afirmou à PF que os valores seriam destinados a lobby de Lulinha em favor da empresa World Cannabis, ligada a Antunes, para venda de medicamentos ao Ministério da Saúde.

A Polícia Federal apura ainda se parte do dinheiro desviado do INSS ajudou a custear viagens de Lulinha por meio de uma agência de turismo usada por Luchsinger. Investigadores identificaram coincidência entre repasses de Antunes à empresária e pagamentos feitos por ela à agência, incluindo um valor de R$ 640 mil na mesma época em que recebeu mais de R$ 1 milhão do operador.

A CPMI do INSS aprovou em fevereiro a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Lulinha, decisão que gerou confusão entre parlamentares durante a sessão. Extratos posteriores mostraram movimentação de R$ 19,5 milhões em contas do empresário entre 2022 e 2026, além de três transferências de Lula ao filho somando R$ 721 mil no mesmo período.

A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento nas fraudes e afirma que sua renda tem origem legal, incluindo herança recebida. Em julho, a PF pediu ao STF a abertura de inquérito formal contra o empresário para apurar suspeita de tráfico de influência junto ao Planalto e ao Ministério da Saúde, pedido que, segundo o Estadão, gerou surpresa entre integrantes da Corte.

 

 


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