Uma reportagem do Uol revelou que a PortosRio,
estatal federal ligada ao Ministério de Portos e Aeroportos no governo Lula,
destinou recursos de um convênio de R$ 35 milhões com a Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) para pagar centenas de bolsistas com vínculos políticos.
As informações são do Diário360.
Segundo a apuração, dos 544 bolsistas da primeira
etapa do convênio, 305 teriam ligação com a classe política. A lista inclui
ex-candidatos, filiados partidários, ex-assessores, cabos eleitorais e parentes
de políticos. Muitos deles são ligados ao ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho
Carneiro (Republicanos), aliado de Lula na Baixada Fluminense.
De acordo com a reportagem, o convênio foi firmado
sem licitação para desenvolver estudos técnicos e ações de integração entre
portos e comunidades. A investigação afirma que parte dos recursos foi
destinada a pessoas que atuaram em campanhas eleitorais e que alguns
beneficiários receberam bolsas de dezenas de milhares de reais.
Em nota, a PortosRio afirmou que não contrata
diretamente os bolsistas e que o convênio é institucional, cabendo à UFRJ a
seleção e o acompanhamento dos participantes. A universidade informou que os
pagamentos envolvem bolsas ligadas a cursos e projetos, com controle de
frequência. Waguinho negou ter participado da indicação dos beneficiários.
Até o momento, não há confirmação de investigação
formal por parte do Ministério Público Federal ou do Tribunal de Contas da
União. O caso, porém, reacendeu o debate sobre o uso de recursos públicos e de
estatais federais, após a divulgação da lista de bolsistas pela reportagem.

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