Manter líderes de facções criminosas e presos de
alta periculosidade nas penitenciárias federais de segurança máxima custou R$
279,3 milhões aos cofres públicos em 2025, segundo dados da Secretaria Nacional
de Políticas Penais (Senappen) obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação
(LAI).
O custo médio anual por detento chegou a R$
46.462,44, o maior da série histórica iniciada em 2020.
Segundo a Senappen, atualmente o Sistema
Penitenciário Federal abriga 461 presos ligados a organizações criminosas, dos
quais 159 são apontados como lideranças de facções em nível regional ou
nacional.
Os gastos cresceram de forma praticamente contínua
nos últimos anos. O custo médio por preso passou de R$ 31,3 mil em 2021 para R$
39,7 mil em 2022, R$ 43,7 mil em 2023, R$ 41,8 mil em 2024 e atingiu R$ 46,4
mil em 2025.
Nos dois primeiros meses de 2026, o valor anualizado
informado pela Senappen ficou em R$ 46,2 mil por detento.
As despesas totais do sistema também aumentaram.
Elas passaram de R$ 191,9 milhões em 2021 para R$
225 milhões em 2022, R$ 256,2 milhões em 2023, R$ 239,3 milhões em 2024 e
chegaram ao recorde de R$ 279,3 milhões em 2025.
Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, os
gastos já somavam R$ 51,9 milhões.
Apenas 5 presídios federais no país
O Sistema Penitenciário Federal conta com cinco
presídios de segurança máxima, localizados em Brasília, Catanduvas (PR), Campo
Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
Segundo a Senappen, os presos são separados por
facção criminosa para preservar a segurança das unidades.
O órgão afirma que nunca houve homicídios nem
rebeliões provocadas por confrontos entre facções nesses presídios e informa
que atualmente mantém integrantes de 37 organizações criminosas, entre elas
PCC, Comando Vermelho, Família do Norte, Sindicato do Crime, Guardiões do
Estado, Terceiro Comando Puro e grupos milicianos.

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