O adolescente de 17 anos apreendido por suspeita de
torturar e matar o motorista por aplicativo Washington Rodrigo, de 34 anos, em
um quarto de hotel em João Pessoa, usava um documento falso para se passar por
maior de idade e se apresentava como pastor evangélico, de acordo com
informações do UOL.
Natural de Caicó, o adolescente, que também dizia
ser servidor público do TJRN nas redes sociais, se entregou à Polícia Civil na
noite de segunda-feira (27), acompanhado por um advogado, três dias após o
crime. Ele foi ouvido e será transferido para João Pessoa, onde ficará
apreendido, provisoriamente, à disposição da Justiça.
De acordo com as investigações, o suspeito utilizou
uma identidade falsa para reservar o quarto do hotel e marcou um encontro com
Washington. Em depoimento, afirmou que temia que a vítima expusesse o
relacionamento entre os dois e disse que pretendia apenas deixá-la desacordada
para conseguir fugir.
Ainda conforme a polícia, o adolescente convenceu
Washington a algemar as próprias mãos para trás do corpo e colocar um pano na
boca, alegando que se tratava de um fetiche sexual. Em seguida, passou a
ameaçá-lo com uma pistola de airsoft e o matou por asfixia mecânica, utilizando
o fio de um secador de cabelo.
A investigação revelou que o jovem já possui 17
boletins de ocorrência por atos infracionais registrados no Rio Grande do
Norte, incluindo casos análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição,
ameaça e violência doméstica. Ele também já foi internado em uma unidade
socioeducativa.
Nas redes sociais, o adolescente afirmava ser
professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), além de se
apresentar como mentor, escritor e palestrante. A polícia informou, no entanto,
que ele utilizava informações falsas. O jovem também pregava em igrejas
evangélicas e mantinha um canal religioso no YouTube.
Washington Rodrigo foi encontrado morto na tarde da
última sexta-feira (24), nu, algemado, com um fio de secador enrolado no
pescoço e um pano na boca. Segundo a investigação, o adolescente tentou deixar
o hotel com o carro da vítima após o crime, mas não conseguiu dirigir o veículo
e fugiu a pé. A Polícia Civil segue apurando o caso.
Correio 24h

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