A Polícia Federal trabalha em regime de força-tarefa
para concluir uma lista de autoridades com foro privilegiado que serão
formalmente investigadas no inquérito das fraudes bilionárias do Banco Master.
A informação foi detalhada nesta terça-feira (5) pelo Jornal 96 (assista
abaixo), que compilou os nomes já em circulação na grande imprensa como
possíveis alvos de uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. O
ministro André Mendonça, relator do caso no STF, cobrou que a PF informe quais
nomes com prerrogativa de foro estão no radar da investigação.
Os nomes que já circulam publicamente e que podem
figurar na delação incluem os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias
Toffoli, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, que já foi citado pelo
próprio Vorcaro em depoimento anterior, e os senadores Ciro Nogueira e Davi
Alcolumbre. No âmbito do governo Lula, os nomes mencionados são os do
ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, do ex-governador da Bahia Jaques Wagner,
que teria autorizado a venda do Banco Crédito Real (antigo Banco Master) quando
ainda era governador, e do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que
mantinha contrato de consultoria com o Banco Master antes de assumir a pasta e
teria recebido pagamentos durante o período em que era ministro.
A PF já identificou, a partir da perícia nos
celulares de Vorcaro, implicações políticas nos três poderes da República.
Mensagens trocadas entre o banqueiro e a ex-noiva Marta mencionam encontros com
autoridades de alto escalão. Contudo, o programa ressaltou que o material
analisado até agora corresponde a apenas um dos oito celulares apreendidos, o
que indica que o volume de informações pode crescer significativamente. Um dos
inquéritos tem prazo até 18 de maio, mas a PF já planeja pedir prorrogação.
Além da delação de Vorcaro, a reportagem destacou
que também está em negociação a delação do ex-presidente do BRB (Banco de
Brasília), configurando o que os comentaristas classificaram como "duas
bombas" prestes a estourar em pleno período pré-eleitoral. O programa
analisou ainda a recente movimentação do PT em defesa da CPI do Banco Master,
interpretando-a como uma tentativa de usar a comissão como instrumento de
pressão contra Davi Alcolumbre e a oposição, embora reconhecendo que a
investigação inevitavelmente atingiria aliados do próprio governo, como Rui
Costa. A avaliação dos apresentadores é de que Alcolumbre dificilmente liberará
a instalação da CPI antes das eleições.
Nota da redação: Todos os nomes citados nesta
matéria são informações já públicas, amplamente divulgadas pela grande imprensa
nacional. As menções não configuram acusação, e os citados têm direito à
presunção de inocência até eventual condenação transitada em julgado.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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