Após a fuga
de cinco detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, neste sábado (2),
a presidente do Sindicato dos Policiais Penais do RN (Sindppen-RN),
Vilma Batista, afirmou que os presos “estão nas ruas” e criticou as condições
de trabalho e a estrutura do sistema prisional no Estado.
Em vídeo divulgado nas reds sociais, Vilma atribuiu
a fuga a falhas estruturais e operacionais na unidade. “Cinco presos fugiram de
uma cela totalmente deteriorada, com ferragens expostas, sem vigilância
aproximada e sem monitoramento eletrônico eficaz”, declarou.
Segundo a presidente do Sindppen-RN, apesar da
existência de câmeras, os equipamentos não funcionavam adequadamente no momento
da fuga. “Tinha câmera, mas os computadores não funcionavam. Não tinha como os
policiais visualizarem esses presos saindo da cela”, afirmou. Ela acrescentou
que as falhas já vinham sendo apontadas anteriormente pela categoria.
Vilma também destacou o baixo efetivo como um dos
principais problemas enfrentados pelos policiais penais. “Temos um efetivo
extremamente baixo. Em muitos casos, um único policial precisa monitorar
mais de 500 câmeras. Isso é inviável”, disse. De acordo com ela, “as
guaritas estão desativadas há anos, o que compromete ainda mais a segurança”.
A presidente do sindicato criticou ainda medidas
adotadas apenas após a fuga. “Somente depois da fuga é que começaram a
consertar algumas câmeras e monitores. Mas é importante lembrar: câmera não
segura preso. O que garante segurança é a vigilância aproximada, e isso nós não
temos por falta de efetivo”, afirmou.
Vilma Batista declarou que a situação do sistema
prisional é preocupante. “Estamos brincando de segurança pública”, disse. Em
outro trecho, afirmou que os detentos que fugiram “estão nas ruas” e
classificou o cenário como resultado de problemas estruturais, chegando a
afirmar que o sistema está “falido”.

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