O Tribunal Superior do Trabalho (TST) registrou em
março que 21 dos 25 ministros da Corte receberam remunerações acima de R$ 100
mil líquidos, segundo dados oficiais do próprio tribunal. No mesmo período,
o presidente
da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu R$ 103,5 mil
líquidos, valor mais que o dobro do teto constitucional do funcionalismo
público.
O teto do funcionalismo público atualmente é de R$
46.366,19, equivalente ao salário de ministros do STF. Ainda assim, a maioria
dos integrantes do TST aparece com rendimentos que ultrapassam R$ 100 mil no
mês analisado.
No caso do presidente da Corte, a remuneração bruta
em março chegou a R$ 127 mil. Segundo os registros, o valor é formado por
subsídio, vantagens individuais, indenizações, gratificações e pagamentos
eventuais.
Após os descontos legais, o valor líquido ficou em
R$ 103,5 mil. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o magistrado recebeu
mais de R$ 290 mil líquidos, com pagamentos mensais acima de R$ 80 mil.
Os dados revelam ainda que apenas quatro dos 25
ministros ficaram abaixo da marca de R$ 100 mil no período, com rendimentos
entre R$ 52 mil e R$ 90 mil.

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