quinta-feira, 14 de maio de 2026

Prefeitura de Natal paga recomposição de 4,44% a servidores em folha complementar; Plano da Saúde segue pendente

 


A Prefeitura do Natal realizou o pagamento da recomposição remuneratória de 4,44% para servidores do Plano Geral de Cargos, Carreiras e Vencimentos e da carreira médica. Os valores foram quitados em folha complementar, com efeitos retroativos ao mês de março e sem parcelamento.

A medida contemplou os servidores alcançados pelos Projetos de Lei Complementar (PLCs) nº 11/2026, referente ao Plano Geral, e nº 10/2026, voltado à matriz remuneratória da carreira médica. Com isso, o Município assegurou a implantação imediata dos reajustes após a aprovação das matérias pela Câmara Municipal, sanção e publicação das leis, além da finalização dos ajustes operacionais no sistema da folha de pagamento.

De acordo com a Secretaria Municipal de Administração, a utilização da folha complementar demonstra o compromisso da gestão em dar celeridade à recomposição salarial, evitando que os servidores precisassem aguardar o processamento da próxima folha regular.

“O Município não apenas garantiu a recomposição de 4,44%, como realizou o pagamento retroativo a março, sem parcelamento e sem esperar a próxima folha. A orientação da gestão foi clara: assim que houvesse autorização legal e condição operacional, o pagamento deveria ser feito imediatamente em folha complementar”, afirmou o secretário municipal de Administração, Brenno Queiroga.

O secretário destacou ainda que o processo seguiu todos os trâmites legais, com responsabilidade fiscal e segurança jurídica. Segundo ele, os projetos foram encaminhados pelo Executivo, analisados e aprovados pelo Legislativo, sancionados, publicados e, posteriormente, implantados no sistema de pagamento.

Enquanto isso, o reajuste destinado aos servidores do Plano da Saúde ainda não foi efetivado. A categoria é regida pela Lei Complementar nº 120/2010, e o projeto correspondente não avançou no mesmo ritmo dos demais. A matéria foi retirada de pauta após solicitação da representação sindical, que pediu a realização de um estudo técnico-legislativo.

“No caso da Saúde, a situação é diferente. O pagamento não foi incluído nesta folha complementar porque o projeto foi retirado de pauta a pedido do sindicato para realização de um estudo técnico-legislativo solicitado pela própria representação da categoria. Portanto, a Administração aguarda a conclusão dessa etapa para adotar as providências cabíveis”, explicou Brenno Queiroga.

A Prefeitura informou ainda que, após a conclusão da análise técnica referente ao Plano da Saúde, adotará as medidas necessárias para dar continuidade ao processo, respeitando os critérios de legalidade, responsabilidade fiscal e segurança jurídica.

 

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