O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu, nesta
quarta-feira (6/5), existir discussão sobre a retirada da chamada “taxa das
blusinhas”, que impôs a cobrança do imposto de importação sobre compras
internacionais de até US$ 50.
A afirmação de Durigan foi realizada durante
entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação
(EBC). Durigan afirmou, no entanto, que não abre mão do programa Remessa
Conforme, que estabeleceu regras para empresas estrangeiras que enviam produtos
ao Brasil, garantindo a vigilância para o pagamento correto de impostos.
“A gente tem de olhar e fazer o debate racional. Eu
não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que
a gente atingiu. E aqui, o programa Remessa Conforme é algo que eu não abro
mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]”, afirmou o ministro.
A então ministra do Planejamento, Simone Tebet,
afirmou no fim de março que a arrecadação com a “taxa das blusinhas” foi de
quase R$ 2 bilhões em 2025.
A discussão sobre a retirada da “taxa das blusinhas”
pelo governo federal surgiu diante do desgaste da medida para a popularidade do
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição
para o cargo.
Levantamento da AtlasIntel mostra que 62% dos
brasileiros consideram a taxa um erro do governo, enquanto 30% avaliam a medida
como um acerto. O resultado ampliou a pressão interna por uma reavaliação da
política. Por outro lado, o setor produtivo nacional defende a “taxa das
blusinhas”.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou,
no último dia 22, um estudo no qual afirma que a taxa evitou a entrada de R$
4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a preservar mais de 135 mil
empregos no país.
Metrópoles

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