A Polícia Federal trocou o delegado que
comandava as investigações sobre as fraudes do INSS e apresentou os novos
delegados ao ministro André Mendonça, do STF, nesta sexta-feira (15).
O delegado substituído foi o responsável pelo pedido
de quebra de sigilo contra o filho mais velho do presidente Lula (PT),
conhecido como Lulinha.
Um dos delegados ligados ao caso, chefe da divisão
de combate a crimes previdenciários, deixou o cargo em meio às mudanças. A PF
informou que ele continua auxiliando os trabalhos.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o delegado
teria solicitado a transferência para Minas Gerais, seu estado natal.
Os demais delegados da investigação permanecem na
nova coordenação, ainda vinculados à Diretoria de Combate ao Crime Organizado e
à Corrupção.
Após as mudanças, o senador Carlos Viana,
ex-presidente da CPMI do INSS, enviou ofício ao diretor-geral da PF, Andrei
Rodrigues, pedindo esclarecimentos formais sobre a saída do delegado.
A oposição relaciona a mudança às investigações
envolvendo Lulinha. A coordenação anterior foi responsável tanto pelo pedido de
quebra de sigilos quanto pela negociação da delação premiada do empresário
Mauricio Camisotti.
A proposta de delação foi enviada ao STF, mas
retornou para ser refeita com participação da Procuradoria-Geral da República.
“Trocas dessa natureza, em momentos delicados da
investigação, exigem explicações claras e imediatas à sociedade brasileira”,
afirmou o senador Carlos Viana.

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