O artista Alexandre Américo divulgou nota oficial de
esclarecimento após a repercussão e as fortes críticas nas redes sociais
envolvendo vídeos de sua apresentação
artística, intitulada “Papangú”, realizada na Galeria Laboratório do
Departamento de Artes da UFRN. Na performance, o coreógrafo aparece
completamente nu em cena.
Na nota, ele confirmou que o projeto foi contemplado
em editais públicos de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, tendo sido
realizado com o apoio financeiro da Fundação José Augusto (FJA), Secretaria de
Estado da Cultura do RN, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir
Blanc, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Alexandre defendeu o caráter conceitual da obra,
ressaltando que a nudez está inserida exclusivamente no contexto estético do
trabalho, desenvolvido há mais de dez anos no campo da dança contemporânea, sem
qualquer conotação sexual ou erótica.
O texto destaca ainda que todas as sessões tiveram
classificação indicativa para maiores de 18 anos e foram amplamente divulgadas,
garantindo que nenhuma criança ou adolescente teve acesso às apresentações
realizadas no espaço universitário.
Confira a nota, publicada pelo Blog Gustavo
Negreiros:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O artista Alexandre Américo informa que
o espetáculo “PAPANGÚ”, apresentado nos dias 11, 12 e 13 de maio na Galeria
Laboratório do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN), integra uma pesquisa artística desenvolvida há mais de dez anos
no campo da dança, da performance e da experimentação corporal.
A obra reúne elementos da dança
contemporânea e da performance e aborda questões relacionadas ao corpo,
presença e identidade. A nudez presente na encenação está inserida no contexto
estético e conceitual do trabalho, sem qualquer conteúdo erótico ou conotação
sexual.
Todas as sessões tiveram classificação
indicativa para maiores de 18 anos, informação previamente divulgada nos
materiais de comunicação do espetáculo e também no acesso à sala em que a
performance foi apresentada. Nenhuma criança ou adolescente teve acesso às
apresentações.
O espetáculo foi realizado pela produção
do artista e apresentado na UFRN. Alexandre Américo é egresso do curso de Dança
da instituição, mestre em Artes Cênicas e doutorando em Educação pela
universidade. Preto, caiçara, neurodivergente e LGBT+, o artista desenvolve pesquisas
em arte contemporânea, dramaturgias contra-coloniais, acessibilidade e
performance.
O projeto foi contemplado em editais
públicos de Fomento à Dança e Apoio à Cultura Negra, sendo realizado com apoio
da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Sistema Nacional de
Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura e Governo
Federal, após processo regular de seleção pública.
Importante ressaltar que conteúdos
divulgados nas plataformas digitais e em emissoras de TV desconsideram o
contexto integral da obra e omitem informações públicas sobre a classificação
indicativa e a proposta artística do espetáculo. As referências à inadequação
da apresentação decorrem de desinformação, deturpação do contexto e do
significado da obra.

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