O preço do petróleo disparou mais de 5% nesta
segunda-feira (4) depois que a agência iraniana Fars noticiou que o Irã atingiu
um navio de guerra dos Estados Unidos com dois mísseis perto de Jask, no golfo
de Omã. O barril do Brent chegou a US$ 114,29 na manhã de hoje, refletindo o
pânico dos mercados com a possibilidade de fechamento do Estreito de Hormuz,
por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
O Comando Central dos EUA negou o ataque.
"Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido", publicou o órgão no
X. Segundo os americanos, as forças estão no local para apoiar a reabertura do
bloqueio naval imposto pelo Irã na região.
A escalada da tensão entre os dois países coloca em
risco o frágil processo de negociação de paz e pressiona diretamente o preço
dos combustíveis no mundo inteiro. No Brasil, o governo já estuda um projeto de
desoneração do diesel e da gasolina para conter os efeitos da crise.
A alta do petróleo também impacta as projeções de
inflação. O mercado financeiro elevou pela oitava semana seguida a expectativa
do IPCA para 2026, que já alcança 4,89%, bem acima do teto da meta do Banco
Central.

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