O presidente Lula (PT) avalia nomear o
advogado-geral da União, Jorge Messias, para o comando do Ministério da Justiça.
A movimentação ocorre após a rejeição
do nome do aliado pelo Senado Federal para uma vaga no STF.
A mudança seria uma forma de reorganização política
após a derrota
no Senado e como um gesto de fortalecimento de aliados próximos ao
presidente. Atualmente, o Ministério
da Justiça é comandado por Wellington César, que assumiu a pasta em
janeiro e ainda estrutura sua equipe.
Nos bastidores do Planalto, a leitura é de que a
eventual ida de Messias para a pasta poderia ampliar sua visibilidade política
e manter seu nome em evidência dentro do governo federal, mesmo após a
frustração com a indicação ao STF.
Aliados de Lula avaliam que a isso poderia reduzir o
desgaste político causado pela rejeição no Senado e preservaria o capital
político do advogado-geral da União. Outro ponto é que, à frente do Ministério
da Justiça, Messias teria maior interlocução com o STF, o que poderia ajudar a
diminuir resistências futuras ao seu nome dentro da Corte.
Após a derrota no Senado, integrantes
do governo demonstraram desconforto com o resultado e passaram a
atribuir o desfecho a articulações políticas no Congresso, especialmente
na base
do Senado.
O episódio também foi tratado como um revés político
para o governo, com aliados apontando que houve traições dentro da base
governista durante a votação. Após a rejeição, Messias chegou a relatar a
interlocutores que avaliava até mesmo deixar o cargo na AGU, diante do impacto
político da derrota.
Ele se reuniu com o presidente Lula no Palácio da
Alvorada logo após o resultado da votação. Em declaração à imprensa no
Senado, afirmou
que a derrota teria sido articulada politicamente.

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