O grupo SETAI, da Paraíba, que lançou um
empreendimento de alto luxo em Natal no ano passado, prometendo elevar o padrão
do mercado imobiliário potiguar, enfrenta uma série de problemas na Paraíba em
razão de reclamações de clientes por vícios em obras, ações na Justiça, e
pasmem, até a queda de um elevador que deixou uma mulher de 36 anos
paraplégica.
Para ingressar em um mercado de alto luxo, o grupo
SETAI deveria, pelo menos, dar conta de fazer o básico bem feito.
No caso mais grave, no condomínio residencial
Reserve Altiplano 1, em que um elevador caiu, deixando paraplégica uma mulher
holandesa de 36 anos, já há decisão judicial ordenando o reparo nos elevadores,
alertando para possibilidade de novas quedas livres ou esmagamentos, colocando
em risco a vida dos moradores.
Processos ligados a empreendimentos de
luxo
Também há registros processuais vinculados à razão
social GGP Construções e Incorporações Ltda., empresa ligada ao grupo,
envolvendo empreendimentos como “Setai Aquamaris” e “Setai Edition”, em ações
que tramitam no Tribunal de Justiça da Paraíba.
Os processos incluem discussões sobre:
- obrigações
contratuais;
- responsabilidade
civil;
- questões
condominiais;
- reparos
estruturais;
- pedidos
indenizatórios.
O que diz a SETAI
Sobre o acidente em um elevador que deixou uma
mulher paraplégica, o advogado Rinaldo Mouzalas, representante do grupo SETAI,
afirmou que “as causas do acidente não podem ser definidas por vídeos,
manchetes ou versões precipitadas. Elas precisam ser apuradas tecnicamente, com
análise completa do histórico dos equipamentos”. Ele ainda sugere que que a
culpa poderia recair sobre a administração condominial. No entanto, moradores
afirmam que os equipamentos já apresentavam sinais claros de precariedade há
anos.
Em momento algum, há uma explicação convincente do
grupo sobre por que os elevadores, segundo denúncias dos próprios condôminos,
estavam operando em condições consideradas inadequadas.
Além disso, o acidente ocorreu em meio a um
histórico já conhecido de ações judiciais envolvendo empreendimentos entregues
com problemas estruturais e falhas apontadas por compradores.


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