A retomada de obras estruturantes em Natal depende
da liberação de cerca de R$ 41 milhões em recursos federais, referentes a
emendas de 2021 e 2022 ainda não repassadas.
Do total, R$ 9,66 milhões estão vinculados ao
Ministério da Saúde para a segunda etapa do Hospital Metropolitano — com apenas
R$ 435 mil liberados neste ano.
Já no Ministério das Cidades, faltam cerca de R$
31,4 milhões, incluindo projetos como a requalificação do entorno da Pedra do
Rosário, obras na Praia do Meio e recapeamento de vias na Zona Leste.
A Prefeitura também pleiteia R$ 17,57 milhões via
novo PAC para intervenções viárias. Segundo o secretário de Planejamento,
Vágner Araújo, os recursos retidos impactam diretamente obras de mobilidade,
infraestrutura e saúde.
O prefeito Paulinho Freire afirma que os projetos
estão aprovados e com execução iniciada, mas dependem da liberação federal. A
gestão municipal tem feito articulações em Brasília para destravar os valores.
A retenção dos recursos gerou embate político. A
vereadora Nina Souza (PL) atribui a paralisação das obras à falta de repasses
federais.
Já a vereadora Samanda Alves (PT) contesta a versão
e afirma que mais de R$ 12 milhões já foram liberados, além de novos
investimentos previstos, como cerca de R$ 17 milhões para obras viárias via
PAC.
Entre as intervenções previstas estão:
- Implantação
do binário Rui Barbosa/Xavier da Silveira (R$ 10 milhões)
- Modernização
semafórica no corredor Hermes da Fonseca/Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)
- Ajustes
viários na Salgado Filho (R$ 3,78 milhões)
As obras visam melhorar a mobilidade urbana, com
medidas como faixas exclusivas para ônibus e semáforos inteligentes, que podem
reduzir o tempo de deslocamento em até 20%.
Segundo a Prefeitura, os recursos já estão previstos
em contratos, e a liberação é essencial para evitar atrasos, aumento de custos
e prejuízos à população.
Com
informações de Tribuna do Norte

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