A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha
do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que perderam
espaço ao longo do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar. A leitura no
PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura
menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente.
A coordenação executiva, por exemplo, ficou com Vicente
Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência.
Santini foi demitido do governo Bolsonaro em 2020 após usar um avião da FAB
para uma viagem oficial à Índia. O voo, porém, incluiu escalas na Suíça e na
Espanha, fora da agenda principal. O episódio gerou desgaste público do
governo.
O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do
publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial
de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL,
partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu
espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a
centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno
presidencial.
Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de
Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da
comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais
profissionalizada para 2026.
Outro nome citado por aliados como atuante na
pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica
de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela
defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema
rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
O Globo
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