Representantes do setor turístico do Rio Grande do
Norte saíram em defesa da engorda da praia de Ponta Negra e classificaram a
obra como essencial para preservar o turismo e a economia de Natal. As
declarações foram dadas ao portal
BNews RN, que ouviu lideranças da hotelaria e do setor de bares e restaurantes.
Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes,
Bares e Similares do RN (SHRBSRN), Grace Gosson afirmou que a
ampliação da faixa de areia já trouxe aumento no fluxo de pessoas e mais espaço
para lazer e eventos.
“Já é possível observar maior atração de público
para eventos esportivos, religiosos e para o lazer na praia”, disse.
Ela destacou ainda que, antes da obra, a maré alta
limitava bastante o uso da praia e ameaçava o Morro do Careca. “A principal
diferença após a engorda foi a proteção do nosso maior cartão-postal contra a
erosão marítima”, afirmou.
Grace também defendeu a continuidade das obras
complementares. “Ainda existe potencial de crescimento com a esperada
reurbanização da praia de Ponta Negra”, pontuou.
Já o presidente da Associação Brasileira da
Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), Edmar Gadelha, afirmou que hotéis,
bares e restaurantes já percebem aumento na circulação de turistas e no
consumo.
“A engorda não é apenas uma obra de infraestrutura.
Ela representa uma ação estratégica de proteção econômica do turismo de Natal”,
declarou.
Segundo Gadelha, antes da intervenção, a erosão
comprometia a experiência turística e afetava diretamente os empreendimentos da
orla. “Hoje existe uma praia mais ampla, mais segura, mais funcional e visualmente
mais atrativa”, disse.
Ele também ressaltou que ainda são necessárias obras
complementares de drenagem e reurbanização da orla para resolver problemas como
os “espelhos d’água” registrados após chuvas.
Na última quarta-feira (13), a Prefeitura do Natal
apresentou informações técnicas sobre o sistema de drenagem implantado na praia
e detalhou ações de manutenção e intervenções complementares que estão em
andamento.
A engorda de Ponta Negra foi concluída no início de
2025 e custou cerca de R$ 100 milhões. A obra ampliou a faixa de areia em até
100 metros na maré baixa e teve como objetivo conter o avanço do mar e proteger
o Morro do Careca.

Nenhum comentário:
Postar um comentário