sábado, 9 de maio de 2026

Confira os riscos e as formas de combate ao caramujo africano

 


Com o clima quente e úmido, aumenta o alerta para o surgimento do Achatina fulica, molusco conhecido popularmente como caramujo gigante africano, que costuma aparecer com mais frequência à noite ou após chuvas. A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), por meio do Núcleo de Vigilância Malacológica, reforça os cuidados e a forma correta de incluída e descarte do caracol, animal que pode causar danos ambientais, agrícolas e transmitir doenças.

O molusco é uma espécie exótica e invasora no Brasil, importada ilegalmente para o país na década de 1980 como substituto do escargot. Ele se reproduz com muita velocidade e não possui predadores naturais no país, o que reforça a importância dos cuidados e do manejo correto para eliminação.

A espécie invasora possui concha marrom com listras claras, alongadas e cortantes, podendo medir até 12 cm, e geralmente aparece em grande quantidade. Ela é hospedeira em potencial de uma doença chamada angiostrongilíase, infecção que pode acontecer ao ingerir como larvas de vermes contidos no caramujo ou em frutas e legumes contaminados com o muco que ele libera quando se locomove. Por esse motivo, os alimentos devem ser higienizados com uma solução de água e água sanitária pelo período de 15 a 30 minutos antes da ingestão.

Na fauna brasileira existem outros tipos de caramujos, como os Megalobulimus, que, apesar de serem grandes e terem concha marrom, possuem uma coloração mais clara, mais larga e arredondada, além de abertura grossa e não cortante. Eles são inofensivos e benéficos ao ecossistema; por isso, é importante diferenciar as espécies.

Caso encontre uma infestação de caramujos, a população também pode entrar em contato com a UVZ pelo WhatsApp (84) 3232-8235 ou pelo aplicativo Natal Digital. Os profissionais vão agendar uma visita para identificar se o caracol é africano ou nativo e orientar a população sobre o manejo correto.

Confira a forma correta de eliminação dos caramujos gigantes africanos

A equipe da UVZ orienta os procedimentos que devem ser adotados pela população para controle dos moluscos. Os procedimentos de catação devem ser repetidos até o fim da infestação no local, em função da grande capacidade de reprodução desses caramujos.

Diferenciar os caramujos nativos dos africanos;
Fazer a coleta com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos;
Depositar os caramujos em sacos plásticos;
Esmagar os caramujos nos sacos;
Colocar água sanitária ou uma solução de sal dentro do saco com os caramujos;
Amarre o saco de lixo e coloque-o no horário em que o carro coletor passar.

As conchas dos caramujos mortos devem ser destruídas para evitar o acúmulo de água e a criação de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

 

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