sexta-feira, 1 de maio de 2026

Coaf rastreia R$ 25 milhões ligados a Toffoli e Gilmar amplia evento em Portugal em meio ao escândalo do Banco Master

 


Dois ministros do STF estão no centro de revelações que conectam o Judiciário brasileiro ao escândalo do Banco Master. O primeiro é Dias Toffoli. Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelou que o grupo J&F transferiu R$ 25,9 milhões para a PHB Holding, empresa que comprou em 2025 a participação da família de Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. A operação milionária acendeu alerta nos órgãos de investigação e reacendeu questionamentos sobre a relação entre o ministro e grandes grupos econômicos.

O segundo é Gilmar Mendes. Em pleno auge das revelações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e peça central das investigações, o ministro prepara a maior edição do Fórum de Lisboa, evento apelidado de "Gilmarpalooza". O encontro reúne autoridades, empresários e magistrados em Portugal e vem gerando críticas sobre transparência, financiamento e possíveis conflitos de interesse, especialmente após revelações de que Vorcaro teria custeado agendas paralelas de magistrados no exterior.

Nos bastidores das investigações, há crescente irritação com a demora na formalização da delação de Vorcaro, considerada peça-chave para avançar nas apurações. O ritmo lento das negociações e entraves jurídicos vêm atrasando o acesso a informações que investigadores consideram decisivas. A pressão sobre as autoridades envolvidas no caso aumenta a cada semana, mas o avanço concreto permanece travado. Para a direita, o caso é a prova definitiva de que parte do Judiciário opera sob conflito de interesse e que a reforma precisa vir de fora, não de dentro.

 

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