O Mídia Com, consórcio de veículos de comunicação em
decadência do Rio Grande do Norte, está em prantos. A mamãe que sustenta esse
povo, a Coveira do RN Fátima Bezerra, está devendo. E devendo feio.
Alguns veículos do grupo estão há oito meses sem
receber um centavo do governo estadual. Outros acumulam cinco faturas em
aberto. O maior cliente, financiador e controlador da linha editorial da
turminha está inadimplente. É a ironia perfeita: o mesmo governo que usa esses
veículos como palanque diário, que dita a pauta, que controla o que pode e o
que não pode ser publicado, não está pagando a conta.
E o negócio não funciona sem o dinheiro público.
Nunca funcionou. A audiência é fraca, o produto é ruim e o mercado privado já
percebeu isso faz tempo. Empresas privadas olharam os números, viram o alcance
pífio e chegaram à conclusão óbvia: não vale o investimento. Para que anunciar
onde ninguém vê?
O resultado é um modelo de comunicação que se
sustentava exclusivamente na teta do Estado. Sem independência editorial, sem
audiência real, sem produto que se segure no mercado. Apenas notas do governo
embrulhadas como jornalismo.
Agora Fátima apertou o cinto, o dinheiro público
sumiu do radar e a choradeira começou. Quem planta dependência colhe desespero.
O Mídia Com está colhendo.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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