A inflação oficial do país desacelerou para 0,67% em
abril, mas essa foi a maior taxa para o mês desde 2022. O IPCA acumula alta de
2,60% no primeiro quadrimestre e de 4,39% em 12 meses, segundo o IBGE. O que
mais pesa no bolso do brasileiro, no entanto, são os alimentos. A cenoura disparou
54,9% em 12 meses, o pepino subiu 43,3%, a batata-doce avançou 31,83% e o
feijão-carioca saltou 29,09%. São itens básicos da mesa popular que seguem em
trajetória de alta.
As carnes, que têm enorme peso no orçamento das
famílias, acumulam alta de 7,45% no período. O cenário é agravado pelo recorde
histórico no índice global de preços da carne da FAO, puxado pela oferta
limitada de bovinos no Brasil e pelo aumento da demanda internacional,
especialmente da China. Com o país exportando mais e a preços mais altos, o
consumidor brasileiro disputa a proteína com o mercado externo.
Fora da geladeira, o transporte por aplicativo
lidera as altas do IPCA em 12 meses, com elevação de 28,51%. As passagens
aéreas subiram 23,23%, pressionadas pela disparada do petróleo com a guerra no
Oriente Médio. Os chocolates avançaram 22%. A alta dos combustíveis também
encarece o frete, o que retroalimenta a inflação dos alimentos numa espécie de
efeito cascata que ainda não dá sinais de arrefecimento.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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