A quinta fase da Operação Compliance Zero,
deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7) e que teve como um dos
alvos o senador
Ciro Nogueira (PP-PI), impactou as tratativas
de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigadores
ouvidos por O Antagonista, a operação ampliou críticas internas sobre o
conteúdo apresentado até agora pela defesa do empresário.
Integrantes da PF avaliam que a colaboração
de Vorcaro trouxe poucas informações consideradas relevantes para
novas frentes investigativas. Nos bastidores, investigadores classificam a
delação como “seletiva”, alegando omissões importantes e poucos elementos
inéditos.
Segundo relatos, Vorcaro
não teria citado supostos pagamentos ou repasses envolvendo Ciro Nogueira.
Nos anexos apresentados, conforme essas fontes, constariam apenas registros de
aproximação política, sem detalhamento de irregularidades ou comprovação de
vantagens financeiras.
Outro ponto citado por investigadores envolve supostas
lacunas sobre discussões relacionadas à PEC da independência do Banco Central e
mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), temas que, segundo relatos
internos, não teriam sido aprofundados na colaboração.
O ministro André Mendonça, relator do caso no STF,
afirmou em nota que a delação premiada é um instrumento legal de defesa, mas
destacou que ela precisa apresentar efetividade e relevância. Ele também
declarou que as investigações devem seguir normalmente, independentemente da
existência de acordo de colaboração.

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