Davi Alcolumbre (União-AP) não se contentou em
articular a rejeição de Jorge Messias ao STF na quarta-feira (29). No dia
seguinte, na votação do PL da Dosimetria, executou mais uma manobra que o
governo classifica como inédita e inconstitucional: fatiou o veto presidencial,
retirando trechos que conflitavam com a Lei Antifacção antes de submeter o
texto ao plenário.
O governo sustenta que não existe previsão legal
para fatiar um veto integral. Alcolumbre justificou que o restabelecimento de
certos dispositivos sobre progressão de regime seria contraditório com a
vontade já expressa pelo Congresso no PL Antifacção. Na prática, o presidente
do Senado escolheu o que entrava e o que saía da votação, blindando interesses
específicos enquanto o governo assistia sem capacidade de reação.
Em 48 horas, Alcolumbre enterrou a indicação de
Messias ao Supremo, fatiou um veto presidencial sem precedente regimental e
consolidou seu papel como o principal adversário institucional de Lula no
Congresso. A base aliada promete judicializar a manobra da Dosimetria no STF,
mas o estrago político já está feito.
.jpeg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário