Uma ala da Câmara dos Deputados articula
emendas à PEC que prevê o fim da escala 6×1 para ampliar o texto com novas
regras trabalhistas. As propostas são lideradas pela Frente Parlamentar do
Empreendedorismo.
Entre os principais pontos, está a inclusão de um
dispositivo que define que o trabalho por aplicativos não gera vínculo
empregatício, com o objetivo de reduzir insegurança jurídica.
Outra emenda propõe que as Normas Regulamentadoras
(NRs) de saúde e segurança do trabalho, hoje editadas pelo governo, passem a
ser analisadas pelo Congresso antes de entrarem em vigor.
O pacote também reforça o princípio do “negociado
sobre o legislado”, permitindo que acordos coletivos prevaleçam mesmo com
restrições a direitos, além de prever maior controle do Congresso sobre
decisões da Justiça do Trabalho.
Há ainda uma proposta para fixar regras de
honorários na Justiça do Trabalho, com cobrança entre 10% e 20% do valor da
ação em caso de derrota do trabalhador, salvo situações de gratuidade.
A movimentação ocorre em meio a um esforço da
presidência da Casa, comandada por Hugo Motta, para acelerar a tramitação
da PEC e viabilizar a votação ainda em maio.
A comissão especial que analisa o texto é presidida
por Alencar Santana e tem como relator Léo Prates. O parecer deve
ser apresentado na segunda quinzena do mês.
Nos bastidores, há apoio de parte da oposição às
emendas, enquanto integrantes da base governista avaliam que ampliar o escopo
da proposta pode dificultar sua aprovação.

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