O Datafolha entra em campo entre terça-feira e
quinta-feira para medir as intenções de voto na eleição à Presidência da
República. Será a primeira do instituto após três fatos relevantes no cenário
político: a derrota humilhante do governo Lula na tentativa de indicação de
Jorge Messias ao STF, o lançamento do Desenrola 2 e à bem sucedida reunião
entre Lula e Donald Trump.
A pesquisa vai servir para, a pouco menos de cinco
meses da eleição, medir se a aprovação de Lula vai continuar em queda (caiu em
todos os levantamentos do Datafolha em 2026) e se Flávio Bolsonaro mantém o seu
crescimento moderado, que o levou a superar numericamente o presidente em abril
na simulação de segundo turno (46% x 45%).
Vai também mostrar se o barulho midiático que Romeu
Zema conseguiu fazer com seus ataques ao STF fez alguma diferença em relação
aos magros índices que apresentava em abril. E, finalmente, vai mensurar também
o grau de desconforto do brasileiro diante do endividamento pessoal. O
resultado será divulgado na sexta-feira, 15.
Serão 2.004 eleitores entrevistados presencialmente.
A pesquisa foi encomendada pela Folha da Manhã (que edita a "Folha de S.
Paulo") a um custo de R$ 307,6 mil. A margem de erro é de dois pontos
percentuais.
O questionário inicia querendo saber se o entrevistado
já escolheu candidato a presidente e em quem ele pretende votar. A resposta
será espontânea.
Segue com o pesquisador mostrando uma relação com
nomes de doze candidatos (Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado,
Renan Santos, Aldo Rebelo, Augusto Cury, Hertz Dias, Rui Costa Palmeira, Ciro
Gomes, Samira Martins e Cabo Daciolo) — e repete: em quem o entrevistado
votaria?
Logo depois, o Datafolha quer medir o grau de
conhecimento do eleitor sobre cada um desses doze nomes. E logo depois, para
cada um dos nomes relacionados, o entrevistado terá que responder s em qual ou
quais "não votaria de jeito nenhum".
Em seguida, o Datafolha traça cenários de uma
disputa de segundo turno: Lula versus Flávio Bolsonaro, Lula versus Caiado e
Lula versus Zema.
A pesquisa vai aferir ainda a aprovação de Lula, dos
deputados e senadores e do STF. O Desenrola 2 e o grau de endividamento da
população também serão medidos.
Lauro Jardim - O Globo

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