A atuação do ex-senador
José Agripino Maia na articulação da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao
Governo do Rio Grande do Norte parece boa, mas quando vincula as imagens dos
dois, o eleitor foge.
Historicamente influente
na política potiguar, Agripino já foi protagonista em importantes disputas
eleitorais. No entanto, o cenário atual é outro. Há uma percepção cada vez mais
evidente de que seu capital político não mobiliza como antes, especialmente
diante de um eleitorado que demonstra sinais de busca por renovação.
Nos bastidores, aliados de
Allyson apostam na experiência de Agripino para abrir portas e ampliar
alianças. Foi nesse contexto que o ex-senador levou o ex-prefeito de Mossoró a
Salvador, onde houve encontro com o ex-prefeito ACM Neto, numa tentativa de dar
visibilidade nacional e reposicionar o projeto.
Apesar dos esforços, os
números recentes de pesquisas indicam um cenário de estagnação na
pré-candidatura de Allyson. Enquanto isso, outros nomes começam a ganhar
espaço, como Cadu Xavier e Álvaro Dias, que lidera as pesquisas.
A leitura de parte do meio
político é que a associação direta do nome de Allyson com o de Zé Agripino pode
não produzir o efeito esperado. Em vez de impulsionar, pode reforçar
resistências em segmentos do eleitorado que já não se identificam com
lideranças do passado.

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