O advogado-geral da União, Jorge Messias, falou pela
primeira vez na noite desta quarta-feira (29) após a rejeição
de sua indicação ao STF pelo Senado Federal, que terminou
com 42 votos contrários. A decisão representa uma derrota
política significativa para o governo do presidente Lula (PT). Em
coletiva, Messias afirmou respeitar o resultado e disse que o Senado é
“soberano”, mas chamou atenção ao declarar: “Nós sabemos quem promoveu tudo
isso”.
Durante a entrevista, Messias adotou tom emocional e
afirmou que encara o episódio como parte de sua trajetória pública. “Nós
sabemos quem promoveu tudo isso. Agora eu quero dizer com o coração leve, com a
franqueza da minha alma, que sou grato a Deus por ter passado por este processo
e à confiança do presidente Lula”, disse.
Ele acrescentou que não vê a rejeição como um
encerramento de sua carreira. “Eu não encaro isto como um fim. Isto aqui é uma
etapa do processo da minha vida”. E reforçou o respeito à decisão do Senado e
destacou o caráter democrático da votação. “O Senado é soberano. Agradeço os
votos que recebi. Faz parte do processo democrático saber ganhar, saber
perder”, afirmou.
Messias ainda afirmou que seguirá atuando na vida
pública e destacou sua trajetória como servidor de carreira. “Sou servidor
público concursado. Não preciso de cargo para me sustentar. Construí minha vida
pelo estudo e pelo mérito”, disse.
Indicação enfrentou resistência
A indicação de Jorge Messias já enfrentava
resistência no Senado antes da votação. Em novembro de 2025, o presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstrava insatisfação com o nome e
defendia, nos bastidores, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no
STF.

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