A greve de servidores técnico-administrativos atinge
ao menos 53 das 69 universidades federais do país e já compromete serviços
essenciais. Apesar de as aulas seguirem, setores internos foram afetados,
aumentando a pressão sobre o governo em relação a acordos considerados
pendentes pela categoria.
A situação ganhou repercussão política após o
deputado estadual de São Paulo, Bruno Zambelli (PL), comentar a notícia
divulgada pelo SBT News. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou:
“Avisamos. Não foi por falta de aviso. As universidades federais entraram em
greve após Lula não cumprir as promessas”, em referência às cobranças feitas
anteriormente sobre o tema.
De acordo com informações, a paralisação envolve
principalmente servidores técnico-administrativos, responsáveis por áreas essenciais
como emissão de documentos, funcionamento de bibliotecas e suporte a
laboratórios. Com a adesão ao movimento, esses serviços já apresentam impacto
em diversas unidades.
Apesar da manutenção das aulas na maior parte das
universidades, estudantes relatam dificuldades no acesso a atividades básicas
do dia a dia acadêmico. A paralisação, segundo fontes ligadas ao movimento, tem
afetado diretamente a rotina dentro dos campi.
Segundo representantes da categoria, a greve ocorre
diante da avaliação de que acordos firmados anteriormente com o governo federal
não foram integralmente cumpridos, especialmente no que diz respeito à
regulamentação de medidas de progressão e valorização profissional.
Em nota, o Ministério da Educação afirma que os
compromissos estão sendo cumpridos ou encontram-se em fase de implementação, e
que mantém diálogo com os servidores.

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