O ministro do STF, Luiz Fux, reagiu nesta
quinta-feira (9) a manifestações de colegas da Corte que, segundo ele,
demonstraram “profundo descrédito” em relação ao Rio de Janeiro, durante
julgamento que trata da sucessão e do modelo de eleição no estado. A sessão foi
marcada por divergências entre os ministros sobre o tema.
Após manifestação do ministro Flávio Dino, que
rejeitou a retirada de um pedido de vista, Fux contestou o que classificou como
uma visão “generalizada” sobre o RJ. Ele citou episódios de grande repercussão
nacional, como o Mensalão e a Operação Lava Jato, além de menções a
investigações recentes envolvendo o INSS e o Banco Master.
Fux afirmou que escândalos não seriam exclusivos do
RJ e defendeu que há “bons e excelentes políticos” no estado. O ministro também
declarou: “se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão
acompanhados das altas autoridades”, em referência às discussões no julgamento.
No mesmo julgamento, o ministro Alexandre de Moraes,
segundo registro da sessão no STF, afirmou haver indícios de infiltração do
crime organizado na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). Também citou o caso
do homicídio da ex-vereadora Marielle Franco, destacando condenações
relacionadas ao episódio.
O STF suspendeu o julgamento que define o formato
das eleições para o governo do Rio de Janeiro. Com pedido de vista do
ministro Flávio Dino, os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia
anteciparam seus votos, acompanhando a divergência do ministro Luiz Fux
por eleições indiretas. O placar parcial está em 4 a 1 nesse sentido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário