A morte de um motociclista de 27 anos, após um
acidente na Avenida Engenheiro Roberto Freire, em Natal, na noite desta
terça-feira (7), foi marcada por forte revolta de familiares e amigos da
vítima. O sentimento predominante no local era de indignação diante da demora
no atendimento de emergência.
Segundo relatos, o jovem permaneceu consciente por
um longo período após a colisão e chegou a conversar com pessoas que tentavam
ajudá-lo. Ele pediu que o padrasto fosse chamado e, enquanto aguardava socorro,
reclamava de dores intensas, em uma cena que comoveu quem estava presente.
A principal crítica dos familiares foi direcionada à
demora na chegada das ambulâncias. De acordo com testemunhas, diversas ligações
foram feitas para o Samu, mas a resposta recebida era de que não havia macas
disponíveis, pois estariam retidas em hospitais da rede pública, o que teria
impedido o envio imediato de equipes.
A revolta também se estendeu à conduta do motorista
envolvido no acidente, que, conforme relatos, teria deixado o local após a
colisão. Para parentes da vítima, a sensação é de abandono duplo: tanto pela
ausência de socorro rápido quanto pela falta de responsabilidade de quem teria
causado o acidente.
Diante do ocorrido, familiares afirmam que pretendem
buscar justiça. O caso deve ser investigado pelas autoridades, enquanto a morte
do jovem reacende críticas sobre a estrutura do sistema de saúde e a capacidade
de resposta em situações de urgência na capital potiguar.
Blog do BG

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