segunda-feira, 13 de abril de 2026

Tensão entre EUA e Irã faz petróleo disparar nos mercados internacionais

 


O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (13) e voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e à mudança na percepção de risco do mercado sobre a oferta global da commodity.

O petróleo WTI para maio encerrou o pregão com alta de 2,6%, cotado a US$ 99,08. Já o Brent para junho avançou 4,36%, a US$ 99,36.

Segundo reportagem do Estadão, o movimento reflete a migração do mercado de um cenário de expectativa de negociação para a precificação de riscos mais concretos de interrupção prolongada no fornecimento de petróleo.

A alta ocorre após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou a intenção de bloquear portos iranianos, ampliando a tensão para além do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Em resposta, o governo do Irã classificou a medida como um “ato de pirataria” e afirmou que nenhuma infraestrutura energética da região estará segura em caso de avanço do conflito.

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas avaliam uma proposta dos Estados Unidos que prevê a renúncia ao enriquecimento de urânio como parte de um possível acordo, embora ainda existam entraves políticos e operacionais.

O cenário também provoca reação entre aliados dos Estados Unidos. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país não apoiará bloqueios na região e defendeu a preservação das rotas de navegação.

Mercados e impacto na Petrobras

No mercado financeiro, a alta do petróleo influenciou ações de petroleiras na B3. Por volta das 14h (horário de Brasília), os papéis da Petrobras subiam em linha com a valorização do barril, enquanto o Ibovespa oscilou ao longo do pregão e fechou em leve queda.

Analistas avaliam que a possível redução das exportações iranianas agrava um mercado já considerado apertado, aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

O Estreito de Ormuz segue como principal ponto de atenção, já que concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A possibilidade de bloqueios amplia o risco percebido pelo mercado, que passa a precificar também a segurança das rotas marítimas.

 

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