A troca de críticas entre Gilmar Mendes e Romeu Zema
impulsionou a presença digital do pré-candidato do Novo à Presidência da
República. Segundo a consultoria Bites, Zema ganhou mais de 494 mil seguidores
nas redes sociais em uma semana.
No mesmo período, outros pré-candidatos tiveram
crescimento menor: Flávio Bolsonaro somou 114 mil seguidores, Luiz Inácio Lula
da Silva ganhou 39 mil, Ronaldo Caiado teve 1.900, e Renan dos Santos cresceu
129 mil.
Mais relevante que o aumento de seguidores foi o
engajamento. Zema alcançou 7,7 milhões de interações em posts no Facebook,
Instagram e X. Lula registrou 3,9 milhões, seguido por Flávio Bolsonaro (3,7
milhões), Renan dos Santos (1,3 milhão) e Caiado (104 mil).
O embate começou após Zema publicar um vídeo com
críticas ao STF, usando personagens que faziam referência a ministros da Corte.
Em resposta, Gilmar Mendes pediu a inclusão do conteúdo no inquérito das fake
news e a investigação do ex-governador, alegando ataque à imagem do tribunal.
Após a reação, Zema intensificou as críticas,
publicando ao menos 14 vídeos na semana. O episódio ampliou sua visibilidade e
reduziu a pressão interna para que fosse vice em uma eventual chapa.
Gilmar Mendes também deu entrevistas defendendo o
STF e criticando o que chamou de ataques organizados à Corte. Em meio à repercussão,
fez uma declaração considerada inadequada e depois pediu desculpas.
O caso ainda gerou reação política: o deputado Cabo
Gilberto Silva apresentou pedido de impeachment contra o ministro.
Para a Bites, o episódio mostra que Zema conseguiu
transformar um conflito institucional em ganho político e aumento de
engajamento nas redes sociais.

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