O Governo Lula isentou do Imposto de Renda quem
ganha até R$ 5 mil. No Rio Grande do Norte, quase 100 mil contribuintes
deixaram de pagar o tributo. Para o trabalhador, alívio real. Para os cofres do
RN, um rombo silencioso que ninguém do PT quer admitir.
O resultado já aparece. O Governo do RN travou mais
de R$ 300 milhões do orçamento de 2026 e fez a governadora já começar o ano com
um corte de mais de R$ 300 milhões nas contas públicas.
Mas nenhum petista cobrou Lula. Nenhum secretário
apontou o dedo para o Planalto. A isenção que drena o FPE é tratada como
"conquista". Quem paga a conta é o potiguar na fila do SUS.
O contraste é gritante. Quando Bolsonaro zerou
tributos sobre combustíveis em 2022, o PT acusou o ex-presidente de
"irresponsabilidade fiscal" e de "quebrar os estados".
Fátima Bezerra reclamou pessoalmente da perda de ICMS. O discurso era claro:
"Isenção sem compensação é crime contra os estados."
Agora que Lula concede isenção federal com impacto
direto nas transferências ao RN, o silêncio é ensurdecedor. Quando Bolsonaro
desonera, é "desmonte do pacto federativo". Quando Lula isenta, é
"justiça tributária". A arrecadação cai igual. A fila de cirurgia
cresce igual.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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