O custo da cesta básica aumentou em Natal entre
fevereiro e março de 2026, o que coloca a capital potiguar na 7ª posição entre
as maiores altas do País. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (8), pelo
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
apontam que a variação foi de 5,99% no período.
No ranking nacional, a capital potiguar aparece
atrás de Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo
Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). Abaixo aparecem Cuiabá (5,62%), João
Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%).
Ainda de acordo com o Dieese, São Paulo apresentou o
maior valor da cesta básica no período, com custo médio de R$ 883,94. Em
seguida vieram Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis
(R$ 824,35).
Já os menores custos foram registrados em Aracaju
(R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$
641,15), capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente.
Variações no País
A batata, pesquisada nas cidades do Centro-Sul,
aumentou em todas as capitais entre fevereiro e março de 2026. As altas
variaram de 5,54% em Belo Horizonte a 22,24% em Vitória. Segundo o relatório do
Dieese, as chuvas atrapalharam a colheita e reduziram a oferta do tubérculo.
O feijão também subiu em todas as cidades no
período. No caso do feijão preto (levantado no Sul, Rio de Janeiro e Vitória),
as elevações ficaram entre 1,68% em Curitiba e 7,17% em Florianópolis. Já o
feijão carioca (pesquisado nas demais capitais) registrou aumentos de 1,86% em
Macapá até 21,48% em Belém. A alta foi atribuída à restrição de oferta,
decorrente de dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e
expectativa de menor produção na segunda safra.
O tomate teve aumento em todas as cidades, com
variações de 0,72% em São Luís a 46,92% em Maceió. A instituição explica que a
menor oferta e a perda de parte da colheita por causa das chuvas sustentaram as
altas.
A carne bovina de primeira apresentou alta em 23
capitais, com destaque para Manaus (5,65%), Palmas (4,87%), Salvador (4,69%) e
Maceió (3,90%). Em quatro cidades, houve redução, sendo a maior em Boa Vista
(-0,52%). De acordo com o departamento, o avanço do preço no varejo ocorreu
devido à demanda aquecida, à alta das exportações e ao menor número de bezerros
para reposição.
O leite integral subiu em 20 cidades, com oscilações
entre 0,38% em São Luís e 9,20% em Campo Grande. Em Palmas e Salvador, o preço
médio não se alterou e, em cinco cidades, houve queda, com destaque para Maceió
(-1,01%). A alta foi associada à menor oferta no campo por causa da entressafra
e à maior demanda.
Já o açúcar teve queda do custo médio em 19 cidades,
especialmente em Goiânia (-4,91%), Curitiba (-4,70%) e Belo Horizonte (-4,52%).
O Dieese atribui a redução no varejo à projeção de maior oferta, impulsionada
pela alta produção no Brasil e em outros países como Tailândia e Índia, mesmo
em período de entressafra.

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