O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode precisar
passar por um novo procedimento cirúrgico no ombro direito. A informação foi
encaminhada ao STF pelo médico especialista em ombro e cotovelo Alexandre
Firmino Paniago. Segundo o relatório médico, há indicação para a
realização de um procedimento cirúrgico para fixação das lesões do manguito
rotador do ombro direito e lesões associadas por via artroscópica.
De acordo com o acompanhamento clínico, desde o dia
24 de março, quando passou a cumprir prisão
domiciliar, Bolsonaro apresentou melhora da dor e da incapacidade
funcional no ombro direito, além de evolução do quadro geral após sessões de
fisioterapia.
Apesar
da melhora, o médico relata que ainda há persistência de dor noturna
em determinados movimentos, o que faz com que o ex-presidente necessite do uso
diário de analgésicos.
O relatório encaminhado ao STF nesta sexta-feira
(17) aponta que exames de ressonância magnética identificaram lesão de alto
grau no tendão do supraespinhal, com retração importante da área afetada.
Também foram observadas alterações no subescapular, estruturas que fazem parte
do manguito rotador, além de subluxação da cabeça longa do bíceps e lesões
associadas.
Diante desse quadro, o especialista reforça a
indicação de cirurgia para correção das lesões no ombro direito por via
artroscópica.
Evolução geral do quadro de saúde
Ainda conforme os relatórios médicos apresentados
pela defesa de Jair Bolsonaro ao STF, há registro de evolução positiva no quadro
pulmonar e digestivo. O ex-presidente relata melhora das queixas de falta
de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico, além de maior disposição para
atividades de rotina.
Os documentos também apontam que Bolsonaro passou a
seguir uma dieta específica, com baixo teor de acidez, hipossódica e
hipogordurosa, o que também contribui para a recuperação. Até o momento, o
quadro clínico indica pressão arterial controlada e melhora progressiva nos
sons respiratórios.

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