O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que Jorge
Messias será reprovado na sabatina e criticou o que considera uma contradição
entre o discurso religioso do indicado ao STF e sua atuação à frente da
Advocacia-Geral da União. Assista ao trecho:
O principal alvo das críticas de Malta é o parecer
da AGU na ADPF 1141, em que a Advocacia-Geral da União considerou
inconstitucional a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibia
a assistolia fetal em casos de aborto legal após 22 semanas de gestação. No
documento, a AGU defendeu que a morte do feto é elemento indissociável do
direito ao aborto legal, inclusive em gestações avançadas.
Malta questionou como alguém que se apresenta como
cristão e evangélico pode assinar um parecer com esse conteúdo. O indicado de
Lula tem sido chamado de "falso crente" por setores da oposição que
acompanham a tramitação no Senado.
A bancada evangélica se dividiu em relação à
indicação. Enquanto parlamentares ligados ao PL e ao Novo se posicionaram
contra, senadores evangélicos da base governista foram cortejados pelo Planalto
para dar o voto de confiança a Messias.
A oposição definiu o tema do aborto como um dos
eixos prioritários de questionamento na sabatina. Senadores do PL e do Novo
pretendem cobrar de Messias uma resposta sobre o parecer da AGU e sobre como
ele concilia sua fé pessoal com a atuação institucional.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), também membro da
CCJ, se posicionou contra a indicação. O Novo e o PL são os dois partidos que
se declararam oficialmente contrários a Messias no colegiado.
O governo precisa de ao menos 41 votos no plenário
do Senado para confirmar Messias na vaga de Luís Roberto Barroso no STF. A
votação é secreta.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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