O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez neste
sábado (18), durante participação no Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na
Espanha, uma de suas declarações mais duras sobre o cenário internacional. Lula
chamou os integrantes permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas de
"senhores da guerra" e criticou a incapacidade do organismo de
promover a paz no mundo.
"Os pobres não podem pagar pela
irresponsabilidade das guerras", afirmou o presidente, referindo-se
diretamente ao conflito no Oriente Médio e aos impactos econômicos globais da
guerra, como a alta dos combustíveis e da inflação. Sem citar Donald Trump pelo
nome, Lula disse que o mundo "não pode acordar e ir dormir" com um
presidente declarando guerras e ameaçando nações.
O presidente também afirmou que "Bolsonaro está
preso, mas o extremismo vai disputar a eleição outra vez", sinalizando que
a campanha eleitoral de outubro já está no radar do governo. Lula ainda voltou
a defender o fim da jornada 6x1 e criticou o poder das big techs e das
plataformas de apostas online sobre as famílias brasileiras.
A fala repercutiu internacionalmente. Diplomatas de
países membros permanentes do Conselho de Segurança — EUA, Rússia, China,
França e Reino Unido — ainda não se pronunciaram oficialmente. A declaração é
lida por analistas como parte de uma estratégia de Lula para reposicionar o
Brasil como voz do Sul Global na reforma da governança internacional.

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