A Justiça do Distrito Federal negou o recurso
do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes para não ser identificado
como “Careca do INSS”.
Antunes é um dos investigados na Operação Sem
Desconto, da Polícia Federal (PF), que apura descontos indevidos de
mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão foi proferida, na quinta-feira (16), pela
Terceira Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
(TJDFT), que julgou um recurso da defesa de Antunes para derrubar
uma decisão de primeira instância que manteve a liberdade de menção
ao apelido.
Por unanimidade, o colegiado entendeu que a citação
ao apelido não pode ser entendida como ofensa e se caracteriza como exercício
regular da atividade jornalística.
“A expressão mencionada nas reportagens
corresponde a apelido amplamente utilizado na mídia, sem demonstração de
finalidade ofensiva”, justificou o colegiado.
A defesa de Antunes apresentou uma queixa-crime
contra os proprietários de um site de notícias do DF. Segundo os
advogados, a publicação teria cometido os crimes de calúnia, injúria e
difamação ao escrever que o acusado comprou uma mansão em Trancoso (BA) com
“dinheiro vivo”, fato que poderia caracterizar lavagem de dinheiro.
Além disso, os advogados alegaram que o
termo “Careca do INSS” tem teor pejorativo e ofende a reputação de
seu cliente.
Entenda
Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem
Desconto. As investigações identificaram a existência de irregularidades
relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre
benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos
pelo INSS.
A estimativa é que entidades investigadas
tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre
2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de
suas funções.
De acordo com balanço do INSS divulgado
em março, mais de 6,4 milhões de pessoas já contestaram as cobranças e
4.401.653 aderiram ao acordo, resultando na devolução de quase R$ 3 bilhões aos
segurados em todo o país.
Com informações da Agência Brasil

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