sábado, 11 de abril de 2026

Internet mais rápida e novos medicamentos: os legados da missão lunar Artemis II

 


A missão Artemis II, da NASA, terminou deixando avanços que vão além da exploração espacial, com impactos diretos na tecnologia e na medicina.

Na área médica, experimentos com células humanas em microgravidade e radiação — como o projeto Avatar, que ao monitorar a saúde dos astronautas, que vivenciaram microgravidade, radiação intensa e alta velocidade, a missão pode ajudar na compreensão do envelhecimento, no desenvolvimento de terapias e medicamentos e até na regeneração de órgãos inteiros em laboratório.

O principal destaque foi o sistema de comunicação a laser O2O, que substitui ondas de rádio por luz infravermelha para transmissão de dados. A tecnologia atingiu até 260 Mbps, permitindo o envio de cerca de 36 GB por hora — muito acima dos cerca de 7 GB por dia da radiofrequência tradicional. Mesmo com limitações climáticas, a nave Orion transmitiu mais de 100 GB de dados durante a missão.

Esse avanço pode viabilizar uma nova geração de internet via satélite, com aplicações em áreas como agricultura de precisão, monitoramento ambiental e segurança marítima, além de integrar futuras redes 6G e 7G. A comunicação a laser também é mais segura, embora exija alta precisão de alinhamento.

 

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